A cidade de Manaus possuí uma população de aproximadamente dois milhões de pessoas e junto com Belém é uma das duas maiores cidades da bacia Amazônica. É uma cidade moderna, com arranha-céus e congestionamentos, acesso à internet relativamente bom e um aeroporto internacional. Se alguém fosse listar as cidades mais maravilhosas para se viver, Manaus provavelmente não entraria nos primeiros dez lugares. Mas pela conveniência de ter facilidades modernas a pouca distância de vastas áreas de floresta tropical intocada, com toda a sua biodiversidade exorbitante e ainda pouco estudada, Manaus é imbatível.

Manaus é a capital do maior estado brasileiro, o Amazonas, um dos nove estados amazônicos do Brasil. O Amazonas, com seus 1.5 milhões de km² é do tamanho do Alaska (ou do Peru e Equador juntos) e é a terceira maior unidade política dentro da América do Sul, maior que todos os outros países exceto a Argentina e o próprio Brasil. O Amazonas ostenta mais de 1000 espécies de aves e a maior concentração de áreas protegidas de florestas primárias no Brasil.

Clima

Simplesmente é quente e úmido o ano todo. Nos dias mais ensolarados as temperaturas atingem acima dos 30°C e as noites caem para agradáveis 20°C; raramente (durantes as “friagens”) caem para baixo dos 20°C. Na estação seca (aproximadamente entre junho e outubro) chove menos, às vezes ficando vários dias seguidos sem chuva (às vezes até semanas na cidade de Manaus). Durante este período do ano (localmente conhecido como o verão, apesar de ser o inverno austral) as chuvas são do tipo clássico de tempestade tropical, chegando frequentemente no meio da tarde com precipitação intensa de uns 20 minutos, antecipado de fortes ventos e deixando o ar mais fresco e limpo após sua passagem.

É melhor vir preparado para chuva e sol a qualquer momento. As previsões do tempo televisionadas e da internet não são de tanta utilidade aqui; no entanto, você conseguirá prevê o tempo a curto prazo com quase sempre 100% sucesso se olhar para o leste – a direção principal de origem dos eventos climáticos, independente da direção do vento da superfície. Raramente (uma vez a cada três anos, digamos) uma tempestade vem de surpresa pelo oeste, e estes eventos tendem a causar muita queda de árvores e danos às construções.

Geografia e paisagem

Localizado a apenas três graus ao sul da linha do Equador e a sessenta graus oeste de longitude, Manaus é genuinamente equatorial e também central na bacia Amazônica. A cidade fica localizada na confluência dos Rios Negro e Solimões, em terra-firme acima do limite das planícies de alagamento. O famoso “encontro das águas”, onde o Negro com suas águas escuras como um chá-preto fluem lado a lado com as águas turvas e barrentas do Solimões por dezenas de quilômetros antes de finalmente se misturarem além do horizonte, é um fenômeno natural espetacular e um dos atrativos turísticos imperdíveis da região.

Estes rios amazônicos, entre os maiores do mundo, sobem e descem de nível em um ciclo anual que reflete a somatória de toda a precipitação ao longo da Bacia Amazônica. A diferença entre as máximas (junho) e mínimas (dezembro) é de aproximadamente 15m. Apesar disso, e considerando que estamos a mais de 1500 km rio acima da foz no Oceano Atlântico, a altura máxima da cheia mais alta fica apenas a 30m acima do nível do mar!

Apesar de situar-se no miolo da maior bacia hidrográfica do mundo, que é relativamente plana (praticamente toda abaixo de 200m acima do nível do mar) comparada as distantes montanhas que circundam a bacia, e a área urbana ficar inteiramente abaixo de 100m de elevação, mesmo assim Manaus tem um relevo surpreendente acidentado. Estas são terras antigas (com uma longa e venerável história de ocupação indígena) às margens da formação geológica do Escudo das Guianas. A apenas 100 km ao norte, na cidade de Presidente Figueiredo, as elevações sobem até entre 100 e 200m nos remanescentes do Escudo. Aqui estão as cachoeiras mais bonitas e as únicas cavernas (e praticamente as únicas rochas) dentre centenas de quilômetros; também é o lar do galo-da-serra (Rupicola rupicola), outra vista imperdível!

A maior parte da Amazônia central e ocidental ainda não foi desmatado. Portanto, fora da capital e das cidades menores, a floresta primária estende-se por centenas de quilômetros de forma ininterrupta em todas as direções. No entanto, o acesso a ambientes naturais pode ser difícil devido a tendência de áreas com acesso de estrada sofrerem invasões de terra e desmatamento. Assim, nos organizamos uma extensa programação de passeios exclusivos para participantes durante e além do Congresso .

Língua e Cultura

O idioma oficial do Brasil é o português, embora sejam faladas centenas de línguas indígenas, especialmente na Amazônia. Nas ruas da cidade, não será comum encontrar pessoas com fluência em inglês. Portanto, vale a pena praticar um pouco do seu português para sua visita a Manaus.

Existe uma grande mistura de culturas na cidade de Manaus, com uma forte influência indígena, além vários movimentos de imigrantes especialmente do nordeste brasileiro e também de descendentes japoneses e europeus oriundos do sul e do sudeste do país. E de forma mais recente, a proximidade dos Estados Unidos através de voos diretos tem dado notavelmente um ar de “Miami” para as partes mais afluentes da cidade.

Apesar de existir um forte vínculo com a natureza através de ancestrais recentes e familiares que ainda trabalham na zona rural, os Manauaras são notavelmente urbanos e tendem a ter pouco contato direto com a natureza ao redor da cidade. Um dos objetivos deste Congresso duplo, e especialmente do Avistar que será promovido em conjunto, é de trazer uma maior conscientização sobre a ornitologia e sua relevância para as populações urbanas da Amazônia.

Insetos e saúde

Você pode não acreditar, mas mosquitos (conhecidos localmente como carapanãs) não são muito comuns e muitas vezes estão até ausentes na maior parte da bacia do Rio Negro, especialmente em floresta primárias! Até mesmo na cidade onde existe atividade de mosquitos de forma imprevisível, esta parte da Amazônia é notavelmente mais benigna quando comparada com os verões boreais de zona temperada. No entanto, não é incomum estar presente algum tipo de inseto que pica, portanto repelentes são recomendados. Por exemplo, no fim da tarde os meruins, praticamente invisíveis, podem aparecer e picar pernas e pés expostos, causando coceira (mas sem transmitir nenhuma doença). Micuins podem ser encontrados em locais com mato na cidade e no folhiço nas florestas. Carrapatos estão presentes porém em um número baixo. Piuns e borrachudos são praticamente inexistentes na área de Manaus.

A vacinação contra a febre amarela deve estar atualizada para visitar Manaus, e outras preocupações sobre saúde do visitante podem ser esclarecidas com seu agente de viagens. O mosquito Aedes aegypti só é encontrado em áreas urbanas e pode transmitir a dengue, assim como a chikungunya (que ainda não se estabeleceu em Manaus). Programas de controle populacional de mosquitos em toda a cidade e especialmente no hotel reduziram drasticamente as chances de contrair alguma doença transmitida por mosquitos. A málaria é transmitida por carapanãs nativos do gênero Anopheles, que são extremamente raras na região de Manaus. Destacamos que as chances de contrair malária durante a sua estadia aqui são extremamente baixas; mesmo assim, recomendamos que todos os participantes conversem com um médico de confiança sobre formas de profilaxia para evitar a malária.

De modo geral, você terá dificuldade em achar uma área de floresta tropical com tão baixa incidência de doenças tropicais como nas florestas ao redor de Manaus.

Acesso internacional

Visitantes do Canadá, os Estados Unidos, México, e muitos outros países são exigidos a terem um visto para entrar no Brasil, embora da maioria dos países sulamericanos e de vários países europeus o visto não seja obrigatório. Confira com seu agente do turismo ou o Consulado Brasileiro para ter certeza. O visto tem que ser adquirido em seu país de origem e pode demorar para sair. Permita pelo menos 30 dias para a emissão do visto, por via das dúvidas. Se precisar do visto, peça o visto de turista — este é o mais simples e rápido, e é indicado para participação em congressos e passeios.  Nao peça visto profissional ou de pesquisa; esses exigem uma documentação bastante específica e elaborada e não serão processados em tempo para o Congresso!